MINA
Aqui desço e sinto o peso do planeta que me condena
Respiro terra que não me pertence e que me asfixia
A escassa luz mostra-me a morte dos vivos
Escondo toda a vida numa profunda caverna.
Quero viver lá em cima e voar sonhando
Com asas de liberdade e sentir o ar fresco
Das madrugadas impossíveis de ser vividas
Adorava ser uma alegre criança brincando.
A minha enorme raiva de não estar contigo
De não poder mostrar e ensinar aos meus filhos
Um caminho de sol, flores e sorrisos
Um mundo melhor que fosse nosso amigo.
Transpiro sangue com palavras roucas e dói-me respirar
A escuridão turva cresce e aperta-me a alma
A pouca luz que nos cega não mostra qualquer caminho
De um futuro que nunca mais poderemos alcançar.

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Continua que as tuas palavras são tão belas, ou mais ainda, que as tuas imagens.