Cada País é Uma Casa

Somos filhos tecnológicos, criando uma geração amorfa
Calem o raio dos miúdos, dêem-lhes uma play-station e não se ralem
As tecnologias cegam-nos o pensamento, turvam-nos o cérebro
Queremos ver em redor sem mexer o pescoço
Roemos a carne e oferecemos o osso.
Queremos o futuro, sem aprender com o passado nem agarrar o presente
E voar sem qualquer asa ou nadar sem mexer as pernas
Queremos avançar sem dar um passo
Queremos ver em redor sem mexer o pescoço
Roemos a carne e oferecemos o osso.
Não pensamos num país como numa casa
Tornar os outros pobres não nos enriquece
Apenas criamos miséria dentro das nossas paredes
Queremos ver em redor sem mexer o pescoço
Roemos a carne e oferecemos o osso.
Respiramos do mesmo oxigénio e bebemos água dos mesmos rios
Pode-nos pulsar um sangue em ritmo diferente
Mas somos todos filhos da mesma gente
Queremos ver em redor sem mexer o pescoço
Roemos a carne e oferecemos o osso.
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